Olá para você que tem coragem de entrar aqui e ler alguma bobagem nesta bagaça! :-)
Existem coisas que são impublicáveis. Tuitei sobre isso há alguns dias. Tenho pensamentos "obscuros" que se se tornarem públicos, acredito que levarei muito tempo para explicar, mostrar pontos de vista. E isso dá trabalho e como já disse que são impublicáveis, nem dou pistas sobre o que é, tá bom? ;-)
Mas vou escrever sobre coisas publicáveis hoje.
Tenho lido blogs, livros e artigos em alguns sites e por conta da diversidade de assuntos, eu fico perdido sobre o que eu escrevo aqui. Mas quero escrever sobre algumas idéias que tive sobre um livro que tenho lido há algum tempo, e ainda não terminei, que é "Cem Anos de Solidão" de Gabriel García Marquez. estou demorando para lê-lo pois estou lendo no celular e acabo fazendo isso em alguns momentos de ociosidade. Sobre outros assuntos pretendo colocar aqui em breve.
Para quem não conhece este autor ele é colombiano e ganhador de um prêmio Nobel de Literatura e uma das grandes vozes da literatura mundial e mais especificamente da literatura latino-americana.
O livro "Cem Anos de Solidão" é um livro cativante e gostoso de ler e nos faz pensar, e muito, sobre como nos relacionamos como sociedade. Todo início é bom, interessante e agregador de energia que faz com que todos no grupo tenham vontade de participar em tudo o que esta sociedade propõe. Mas aos poucos algumas relações de poder acabam por tornar este sociedade corruptível, dando início ao seu declínio. Segundo uma frase que eu não consegui identificar de quem é, se você quer realmente conhecer uma pessoa, dê poder à ela. E isso é verdade, quantos líderes políticos, religiosos e comunitários vemos caindo em desgraça quando tem poder em suas mãos? No livro isso é perceptível, mas a forma como o autor trabalha este questão é que deixa com aquela sensação de "meu, Deus! É assim mesmo que as coisas acontecem e nem me dou conta".
Outra idéia é a forma como nos relacionamos com a religião. Eu sou do tipo que acha muito forçado alguém querer impor a sua religiosidade. A religião e a forma como você se incorpora à ela depende única e exclusivamente da consciência do indivíduo. Eu sou cristão protestante, eu apóio com unhas e dentes o evangelismo, que é anunciar o Deus em que creio de diversas formas, seja como música, teatro, abordagem na rua ou com grande concentração de pessoas. Mas a imposição pode tirar o direito daquele que ouve o evangelho de pensar, refletir, pesquisar e estudar sobre aquilo que ouve. A coerção amputa a pessoa de se convencer sobre qual caminho quer dar rumo à própria vida e convence a pessoa de que ela tem que seguir tais preceitos ou doutrinas e acaba aceitando por aceitar uma nova religião. E onde fica a conversão de fato? Ou onde fica o direito da pessoa de decidir o que quer da vida depois de conhecer uma verdade? Eu digo uma verdade e não a verdade, pois cada ser pode construir a sua própria e se fechar nela.
O que eu gostaria de compartilhar em relação à leitura do livro está aí. Não tem nada profundo, mas é uma válvula de escape de idéias bem sucintas.
Bis bald!

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